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		<title>Reality show &#8211; inteligente estratégia do PSDB</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 23:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ComunicaPress</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estratégia da &#8216;Turma do Chapéu&#8217;, braço de internet das campanhas do PSDB, é atrair eleitores jovens e &#8216;emplacar&#8217; Aécio Neves como o candidato do partido à presidência. Não resta dúvida que as campanhas políticas – graças a estratégias de marqueteiros – evoluíram de uns anos para cá. A cada dois anos, nos surpreendemos com talk [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1600&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estratégia da &#8216;Turma do Chapéu&#8217;, braço de internet das campanhas do PSDB, é atrair eleitores jovens e &#8216;emplacar&#8217; Aécio Neves como o candidato do partido à presidência. </p>
<p>Não resta dúvida que as campanhas políticas – graças a estratégias de marqueteiros – evoluíram de uns anos para cá. A cada dois anos, nos surpreendemos com talk shows de rádio e TV nos quais o entrevistado, convidado especial e “astro principal”, claro, é o candidato que busca os votos do eleitor-ouvinte-telespectador.  A onda midiática cresce e chega às redes sociais – sem esquecer os velhos adesivos em automóveis, placas e estandartes nas ruas e santinhos que <a href="http://resistenciademocraticabr.blogspot.com/">sujam</a>, democraticamente, todas as cidades brasileiras.</p>
<p>Com mais de 65 bilhões de pageviews por mês, 590 milhões de visitas, cerca de 750 milhões de usuários ativos e um alcance de 40% de todo o mundo, o Facebook foi descoberto por jovens tucanos como ferramenta de campanha.  Patrocinado por anunciantes do governo federal, o blog de um polêmico jornalista foi o primeiro a comentar que a “Turma do Chapéu” será o braço de internet das campanhas do PSDB na luta para retomar o governo. Logo, diversos sites e blogs replicaram a notícia – muitos sem citá-lo.</p>
<p>O grupo de jovens havia feito vídeos de humor na campanha de 2010. O plano agora é criar um reality show e atrair militantes para o partido. A objetiva tucana mira nos 27 estados brasileiros com vistas a “emplacar” Aécio Neves como o candidato do PSDB à presidência numa disputa que envolveria, quem sabe, adversários do calibre de Sérgio Cabral (PMDB), <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=corrup%C3%A7%C3%A3o%20chamada%20PT&amp;gs_sm=s&amp;gs_upl=5589l11293l0l13133l20l20l0l6l1l1l384l2543l2-6.3l9l0&amp;bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&amp;biw=1280&amp;bih=685&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;tbm=isch&amp;source=og&amp;sa=N&amp;tab=wi">Lula ou Dilma ( PT )</a>, e “last but not least” José Maria “Ey Ey Eymael – o democrata cristão”.</p>
<p>Jornalista com experiência em campanhas políticas no âmbito do Senado federal, Kalinka Tavares avalia que o uso das redes sociais pode aproximar o eleitor do candidato, mas alerta: “A regra para o uso das redes sociais deve ser o profissionalismo e a atenção para com os eleitores. As novas mídias são usadas pelos organizadores de campanha como uma ferramenta de comunicação e de marketing. E não se pode esquecer que, por maiores que sejam as preocupações sociais, econômicas ou culturais de determinado candidato, o objetivo da campanha é a vitória”.</p>
<p>Os objetivos dos ‘Brothers’</p>
<p>A estratégia da “Turma do Chapéu” não terá a participação de Pedro Bial nem um formato que renda dividendos à produtora holandesa Endemol. A cúpula do partido respalda a iniciativa, já incluída na estratégia de pré-campanha de Aécio, de dar uma renovada no visual.</p>
<p>Cinquenta “brothers” e “sisters” de diferentes perfis vão percorrer os 27 estados brasileiros para fazer um corpo a corpo – ou mesmo um boca a boca – em seminários e festas com as galeras “locais”. Ao contrário da claustrofobia do confinamento, do paredão e do confessionário – impostos pelo BBB  – a ideia do PSDB é gravar, ou mesmo transmitir em tempo real, os deslocamentos (por avião, carro ou barco) e os contatos com os nativos.</p>
<p>O Boninho – ou George Orwell – desta operação é Gabriel Souza Marques Azevedo, um dos coordenadores da Turma do Chapéu. Sócio de carteirinha de redes sociais como Linkedin, Facebook, <a href="http://www.twitter.com/ComunicaPress">Twitter</a>, Orkut e também assíduo frequentador de <a href="http://comunicapress.blogspot.com">blogs</a> e Youtube, Azevedo é subsecretário da Juventude do governo do estado de Minas Gerais e secretário de <a href="http://comunicapress.wordpress.com">Comunicação Social</a> da JPSDB (Juventude Tucana). Num cenário de três derrotas consecutivas para a presidência da República, o jovem de 25 anos faz parte do processo de reflexão e reorganização do partido.</p>
<p>A jornalista Kalinka Tavares dá a receita: “É fundamental que ao entrar nas mídias sociais se tenha claro o que se objetiva. É preciso saber quem se quer atingir, por que razões, etc. Também é fundamental uma equipe séria e comprometida e, principalmente, que entenda de novas mídias. É um erro achar que a informalidade que se pressupõe na internet deva estar presente na forma de desenvolver uma campanha nesse meio. Partir para as redes sociais é hoje uma boa alternativa. O que se observa é que a utilização de redes sociais — das mais diversas e criativas formas —, aproxima o eleitor do candidato.”</p>
<p>Informações de Claudio Carneiro foram adaptadas para este post</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
<p>© Copyleft<br />
É permitida a reprodução do conteúdo, desde que citados autor e fonte.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comunicapress.wordpress.com/1600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comunicapress.wordpress.com/1600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comunicapress.wordpress.com/1600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comunicapress.wordpress.com/1600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comunicapress.wordpress.com/1600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comunicapress.wordpress.com/1600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comunicapress.wordpress.com/1600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comunicapress.wordpress.com/1600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comunicapress.wordpress.com/1600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comunicapress.wordpress.com/1600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comunicapress.wordpress.com/1600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comunicapress.wordpress.com/1600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comunicapress.wordpress.com/1600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comunicapress.wordpress.com/1600/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1600&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ferramentas para agilizar a busca de informações em tempo real</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 22:30:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para nos manter atualizado saibamos quais as ferramentas que podem agilizar a busca por informações em tempo real. Pesquisa revela que o perfil dos brasileiros nas redes sociais, em geral, não tem o hábito de comentar, interagir em discussões, produzir conteúdo e gerar inovação. Os brasileiros são emergentes, não gostam de ler mesmo sendo bons [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1595&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para nos manter atualizado saibamos quais as ferramentas que podem agilizar a busca por informações em tempo real.</p>
<p>Pesquisa revela que o perfil dos brasileiros nas redes sociais, em geral, não tem o hábito de comentar, interagir em discussões, produzir conteúdo e gerar inovação.</p>
<p>Os brasileiros são emergentes, não gostam de ler mesmo sendo bons em estrategistas. Nos interessa saber o que está acontecendo no mundo para nos inspirarmos às mudanças de comportamento.</p>
<p>Aqui as sugestões de ferramentas interessantes para acompanharmos a dinâmica da Web :</p>
<p>RSS [ Really Simple Syndication ] ferramenta que traz atualizações de sites que podem ser vistas através de um aplicativo. Geralmente os blogs trazem esse tipo de atualização, pois qualquer site ( ou portal ) de notícias pode disponibilizá-las.<br />
A atualização chamada-se feed, e é alimentada com conteúdo periodicamente indicado através de um link único. Para lermos as atualizações, podemos utilizar programas como o Google Reader ou o Netvibes.</p>
<p>Twitter</p>
<p>Se não entendemos o que é o Twitter, não podemos avaliar sua potencialidade em termos propagar notícias instantaneamente sobre conteúdos que nos interessam. Quando escolhemos quem vamos seguir, nos condicionamos a receber informações, os &#8220;twetts&#8221; de determinada pessoa/perfil porque nos identificamos com esta pessoa/perfil &#8220;twitta&#8221;, suas ideias, o nos liga a determinado conteúdo em nosso Twitter, o que de fato é mesmo relevante para nós.</p>
<p>Vamos questionar, interagir e produzir conteúdo</p>
<p>A colaboração on-line em projetos, artigos e outras modalidades proporciona a criação de relacionamentos novos que amplia horizontes e que se tornam importantes para cada um de nós. Quanto mais diálogo e troca houver, mais relações acontecerão e nos tornamos conhecidos, relevantes on-line e com conhecimento sobre o tema que nos interessa.</p>
<p>Paper.li</p>
<p>São nossas preferências de notícias e feeds RSS expostas num tablóide (jornal). A vantagem é a possibilidade de selecionarmos de as notícias e artigos para compartilharmos.</p>
<p>Newsletter</p>
<p>O &#8220;famoso&#8221; e-mail marketing que são resumos de informações periódicas sobre assuntos que nos interessamos, uma ferramenta útil que assinamos e recebemos sob forma de newsletters com conteúdo, artigos e comentários sobre, por exemplo, de mídias sociais.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
<p>© Copyleft<br />
É permitida a reprodução do conteúdo, desde que citados autor e fonte.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comunicapress.wordpress.com/1595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comunicapress.wordpress.com/1595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comunicapress.wordpress.com/1595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comunicapress.wordpress.com/1595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comunicapress.wordpress.com/1595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comunicapress.wordpress.com/1595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comunicapress.wordpress.com/1595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comunicapress.wordpress.com/1595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comunicapress.wordpress.com/1595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comunicapress.wordpress.com/1595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comunicapress.wordpress.com/1595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comunicapress.wordpress.com/1595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comunicapress.wordpress.com/1595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comunicapress.wordpress.com/1595/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1595&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Como montar uma estratégia de vendas nas redes sociais?</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 12:36:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Qual a melhor alternativa para a sua empresa chegar perto de seus consumidores potenciais ? Com a popularização da internet no começo da década de 2000, parecia que a última fronteira para qualquer empresa seria a criação de uma loja on-line e o início de uma estratégia de e-commerce. Só que outro fenômeno surgiu e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1588&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a melhor alternativa para a sua empresa chegar perto de seus consumidores potenciais ?</p>
<p>Com a popularização da internet no começo da década de 2000, parecia que a última fronteira para qualquer empresa seria a criação de uma loja on-line e o início de uma <a href="http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI209214-17141,00-O+COMERCIO+NAS+REDES+SOCIAIS.html">estratégia de e-commerce</a>. Só que outro fenômeno surgiu e conquistou a atenção dos usuários: as mídias sociais. Ficou provado que, mais que um instrumento, a internet é uma comunidade. E que, para conquistá-la, é preciso usar as ferramentas certas. “O conceito de mídias sociais precede a própria internet”, diz Ludovino Lopes, vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). “Mas a web amplificou o seu significado, trazendo a possibilidade de interação e colaboração.” </p>
<p>Hoje, não basta apenas vender, é preciso vender socialmente, praticando o que ficou conhecido como social commerce. “Esse comércio é feito de usuário para usuário”, diz Thiago Nascimento, fundador do Bloompa, plataforma social de compras. “A venda é resultado dessa interação: a empresa entra apenas como estímulo.” Mídias como o Facebook e o Twitter funcionam não só para aumentar as vendas, mas também para cativar e fidelizar clientes. Segundo Lopes, o boom das redes levou muitos negócios a usarem esses canais de forma pragmática e fria, visando somente o incremento da receita. “É preciso ultrapassar essa primeira fase, agregar valor, passar um conteúdo de relevância. Essa é a mágica da mídia social. O discurso só de venda provoca uma resposta morna”, afirma. </p>
<p>Seja qual for o uso das redes, a verdade é que a relação mais humanizada com os usuários pode, sim, converter-se em retorno financeiro. Na opinião de Danilo Alvarenga, diretor técnico da empresa americana de soluções em e-commerce 3dcart, o uso sistemático do Twitter e do Facebook pode levar a um crescimento de até 34% no tráfego do site de vendas da empresa. </p>
<p>Mas não se engane com os números animadores: antes de colocar seu empreendimento nas mídias sociais, dedique algum tempo ao planejamento e à organização do conteúdo. “Quando se publica qualquer coisa nas redes sociais, a primeira impressão é a que fica. Então tenha certeza de que a casa está arrumada antes de abrir as portas”, afirma Alvarenga. Ou seja, pesquise quais mídias funcionam para seu negócio, conheça o público que você quer atingir e defina como vai interagir com ele. A seguir, boas ações de social commerce que podem ser postas em prática para aumentar as vendas. </p>
<p>APOSTE NO VISUAL<br />
YOUTUBE<br />
Ter um perfil na rede de compartilhamento de vídeos pode ser útil se a empresa tiver capital para investir nesse tipo de produção. “Os vídeos têm grande impacto sobre os usuários e podem se tornar virais facilmente”, afirma Ludovino Lopes, vice-presidente da camara-e.net. Faz parte da estratégia deixar na descrição do vídeo um link que direcione o usuário ao produto anunciado, para estimular a finalização da compra. Os posts no Youtube também servem como apresentação para o consumidor conhecer o dia a dia da empresa, humanizando mais a relação entre os dois. </p>
<p>FLICKR<br />
Essa rede de compartilhamento de fotos pode ser útil para provocar o interesse dos consumidores: o método mais utilizado é postar imagens de novos produtos. Propagada pelo Twitter, a estratégia de “teaser” pode alimentar a vontade de comprar até que o lançamento seja feito. Como o Youtube, também pode ser utilizado para mostrar a rotina da empresa, aproximando o consumidor.</p>
<p>Por <a href="http://www.papodeempreendedor.com.br/author/Rafael/">Rafael Farias Teixeira</a></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
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		<title>Entenda a diferença entre mídia e rede social</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 02:57:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por serem termos diferentes, presumimos que tenham significados diferentes. Mas muitas pessoas acabam usando esses termos como sinônimos e até mesmo não sabendo o que separa um conceito do outro. Redes Sociais O ser humano é um ser social, e essa socialização precede a internet. As redes sociais são, portanto, grupos de pessoas com interesses [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1384&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<div id="attachment_1406" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://comunicapress.wordpress.com/2011/07/14/entenda-a-diferenca-entre-midia-e-rede-social/editor-5/" rel="attachment wp-att-1406"><img src="http://comunicapress.files.wordpress.com/2011/07/editor4.jpg?w=590&#038;h=353" alt="Redes Sociais pertencentes as mídias sócias" title="Redes Sociais pertencentes as mídias sócias" width="590" height="353" class="size-full wp-image-1406" /></a><p class="wp-caption-text">Redes Sociais pertencentes as mídias socias</p></div>
<p>Por serem termos diferentes, presumimos que tenham significados diferentes. Mas muitas pessoas acabam usando esses termos como sinônimos e até mesmo não sabendo o que separa um conceito do outro.</p>
<p><strong>Redes Sociais</strong></p>
<p>O ser humano é um ser social, e essa socialização precede a <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI143995-15224,00-O%20PODER%20E%20O%20RISCO%20DAS%20REDES%20SOCIAIS.html">internet</a>. As redes sociais são, portanto, grupos de pessoas com interesses comuns, que buscam compartilhar e conversar sobre temas semelhantes – e isso não significa necessariamente apenas na internet. “Redes sociais são nodos ligados por relações sociais que foram estruturadas por pessoas com um interesse em comum”, afirma Thales Brandão, professor da e editor-executivo do Portal CidadeMarketing.</p>
<p>Sandra Turchi, diretora de marketing, coordenadora e professora do curso “Estratégias de Marketing Digital” afirma: “Redes sociais se referem a comunidades, são redes de relacionamento”.</p>
<p>Com a internet, essas comunidades ganharam a possibilidade de explorar o mundo virtual. Portanto, qualquer ferramenta on-line que reúna pessoas com interesses similares pode ser chamada de rede social.</p>
<p><strong>Mídias sociais</strong></p>
<p>Calma que agora as definições podem ficar um pouco confusas. Mídias sociais são os meios pelo quais construímos redes sociais e compartilhamos e propagamos conteúdo. “As mídias sociais são o meio ou ferramenta para se <a href="http://www.twitter.com/ComunicaPress">comunicar</a>”, afirma Sandra. “Mídias sociais associam-se a conteúdos (textos, imagens e vídeos, entre outros) gerados e compartilhados pelas pessoas nas redes sociais”, complementa Brandão.</p>
<p>Quando tentamos entender todos esses conceitos esbarramos em um questionamento que pode arruinar toda a nossa linha de raciocínio : o Facebook é uma mídia ou uma rede? </p>
<p>O Facebook é as duas coisas ! Porque usamos o Facebook como meio de divulgarção e compartilhamento do que pensamos, é a face mídia que essa ferramenta proporciona, e que nos possibilita conectar com as pessoas que possuem interesses comuns. Outras páginas na internet são somente redes.</p>
<p>Assim concluímos que as redes sociais estão dentro das mídias sócias, que são grupos muito mais amplos. “Por exemplo: pode existir uma comunidade de pessoas que gostam de um determinado interesse, hobbie, e isso é uma rede social. Esse grupo pode estar reunido no Orkut, no Facebook, ou em outra ferramenta, isso é mídia social”, afirma Sandra.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
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		<title>Reinventando o jornalismo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 23:54:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Jornalismo segue na direção dos novos modelos de publicações se proliferam enquanto organizações buscam novas fontes de receitas para se adequar à era da internet Na manhã de 3 de setembro de 1833, um novo tipo de jornal foi posto à venda nas ruas de Nova York. Com sua mistura de reportagens criminais e histórias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1360&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jornalismo segue na direção dos novos modelos de publicações se proliferam enquanto organizações buscam novas fontes de receitas para se adequar à era da internet</p>
<div id="attachment_1364" class="wp-caption aligncenter" style="width: 605px"><a href="http://comunicapress.wordpress.com/2011/07/11/reinventando-o-jornalismo/journalism-economist/" rel="attachment wp-att-1364"><img src="http://comunicapress.files.wordpress.com/2011/07/journalism-economist.jpg?w=595&#038;h=335" alt="Reinventando o Jornalismo" title="Reinventando o Jornalismo" width="595" height="335" class="size-full wp-image-1364" /></a><p class="wp-caption-text">Reinventando o Jornalismo</p></div>
<p>Na manhã de 3 de setembro de 1833, um novo tipo de jornal foi posto à venda nas ruas de Nova York. Com sua mistura de reportagens criminais e histórias de interesse humano, o Sun era voltado para o público de massa, e seu editor, Benjamin Day, fez dele um jornal barato: vendido por 1¢, seu preço era apenas 1/6 do de outros jornais. Em dois anos, o Sun já vendia 15 mil cópias diárias</p>
<p>Em retrospecto, esse foi um momento transformador, pois introduziu um novo modelo na indústria. Ao invés de depender das vendas, os jornais passaram a depender principalmente dos anunciantes. Foi algo imensamente importante para todos os envolvidos: leitores pagavam pouco por suas notícias, publicitários conseguiam atingir grandes públicos, e os jornais puderam contratar repórteres profissionais ao invés de dependerem de amadores.</p>
<p>Esse modelo funcionou bem por um certo tempo, mas foi derrubado pela era da internet, na qual leitores voltaram suas atenções para outras mídias, sendo rapidamente seguidos pelos anunciantes. “O público é maior do que nunca, incluídas todas as plataformas”, diz Larry Kilman, da Associação Mundial de Jornais. “O problema não está no público, está nas receitas”. Provedores de notícias por todo o mundo passaram a cobrar por conteúdo na web e nos celulares, e também a buscar fontes não-tradicionais de receitas, como clubes de vinho ou serviços de encontros. Alguns deles são sustentados pela filantropia. Ninguém sabe dizer ainda se algum desses modelos funcionará, mas está claro que as receitas da publicidade online não serão suficientes para cobrir os custos de uma organização jornalística tradicional. Financiamento governamental também está for a de questão, já que os países ricos lutam desesperadamente para reduzir suas dívidas.</p>
<p>Nem todo jornalismo tem uma função cívica, e a habilidade da mídia em expor qualquer desvio de conduta é facilmente exagerada. “As pessoas querem que você acredita que jornalismo significa que todos estão trabalhando no próximo Watergate”, diz Clay Shirky, um guru midiático da Universidade de Nova York. Na maior parte do tempo, não estão. Mas o “jornalismo confiável” sempre foi subsidiado por outras atividades. Logo, encontrar um novo modelo para garantir a existência do jornalismo é do interesse da sociedade como um todo.</p>
<p><strong>A busca pelo novo modelo</strong></p>
<p>Leitores de jornais e revistas costumam não ter disposição para pagar por notícias online ou em celulares se isso representar um custo extra. Mas muitas publicações estão adotando um modelo de “pleno acesso” que garante aos assinantes das edições impressas, acesso irrestrito às edições digitais. Isso permite que as pessoas leiam a publicação no formato que preferirem, e – com uma dose de sorte – servirá também mudar sua percepção sobre o que estão pagando: não apenas um jornal sete dias por semana, mas sim, acesso a notícias em toda uma variada gama de formatos. “Com o aumento de leitores nas edições digitais, a esperança é que eles passem a dar mais valor mentalmente a esse formato, e menos valor ao formato impresso”, diz Ken Doctor, um analista de jornalismo da Outsell. Quando estiverem prontos para abandonar a edição impressa, os leitores já deverão estar habituados á ideia de pagar pela edição digital.</p>
<p>Mesclar o acesso digital às edições impressas, diz Doctor, não apenas oferece uma escolha aos leitores, mas também dá a eles uma razão para continuar pagando pelas edições impressas, responsáveis pela maior parte da renda publicitária. Cada vez mais os jornais serão capazes de diminuir sua publicação impressa, e ainda assim manter a maior parte de seus anunciantes.</p>
<p>Uma enorme variedade de modelo está sendo testada. Na Eslováquia, por exemplo, vários jornais e revistas começaram a usar um sistema de pagamento compartilhado que funciona em nível nacional. Pagando €2.90 em um dos sites envolvidos, o assinante desbloqueia conteúdo importante e diversas funções por um mês. O sistema acabou se mostrando mais popular do que se imaginava.<br />
Tomas Bella, da Piano, a companhia responsável pelo sistema, diz que isso passa a ideia de que os leitores pagarão por conteúdo, “mas apenas quando for conveniente o suficiente”. Bella acredita que modelo da Piano poderia funcionar em outros 10 ou 15 mercados europeus, nos quais barreiras linguísticas protegem provedores de notícias de competição estrangeira direta.</p>
<p>Por outro lado, dois jornais britânicos, o Guardian e o Daily Mail, disponibilizaram todo o seu conteúdo online gratuitamente, numa tentativa de se transformarem em marcas globais de notícias. O website do Mail recentemente desbancou o Huffington Post, e se tornou o segundo site jornalístico mais popular do planeta. O Guardian ocupa a quinta posição. Ambos estão aumentando suas equipes nos Estados Unidos para reforçar sua cobertura e se aventurar em um mercado publicitário muito maior. O sistema de acesso irrestrito adotado pelos jornais norte-americanos não funciona no Reino Unido. A maioria das vendas acontece por varejistas independentes, e não por assinaturas, logo, os jornais não conhecem seus leitores.</p>
<p>Shirky duvida que a maioria dos jornais consiga fazer com que as pessoas gastem dinheiro online. “Sistemas de pagamento foram apresentados como uma masmorra, na qual o modelo existente não precisa ser alterado”, diz ele. “Trata-se de uma defesa do antigo modelo”. Assim como ele, Juan Señor, da Innovation Media Consulting, uma firma que promove jornais ao redor do mundo, afirma que “não é possível consertar o modelo de negócios sem consertar o modelo editorial”.</p>
<p><strong>O crescimento do “filantrojornalismo”</strong></p>
<p>Outra alternativa, que atualmente está sendo testada nos Estados Unidos, é a de construir novas organizações de notícias metropolitanas, com raízes na internet, e financiada pela filantropia. Exemplos incluem o Voice of San Diego; o St Louis Bacon; o MinnPost, de Minneapolis; o Texas Tribune, de Austin, e o Bay Citizen, de São Francisco. “Onde há esse tipo de jornal, eles têm sido bem sucedidos, e, em alguns casos têm uma qualidade melhor que as dos diários locais”, diz Doctor. Como os jornais tradicionais estão em apuros, as organizações não-lucrativas de notícias podem contratar jornalistas experientes, muitos deles atraídos pelo foco dos novos sites em política, ação civil, e jornalismo investigativo. “Acreditamos que o vazio que estamos tentando preencher está ligado à reportagem”, diz Jonathan Weber, editor do Bay Citizen. “Há muitas opiniões à solta, e uma escassez de reportagens”.</p>
<p>Ariana Huffington, cujo Huffington Post coopera com organizações de notícias financiadas filantropicamente, diz que uma mudança na mentalidade é necessária entre os doadores. “Acho que precisamos adotar o hábito de financiar empresas jornalísticas não-lucrativas, da mesma forma que as pessoas financiam cadeiras nas universidades”, explica ela.</p>
<p>O que está <a href="http://www.vivo.com.br">claro</a>, é que começar com uma ficha em branco – usando as as últimas ferramentas digitais, livrando-se das prensas, e não dependendo dos anunciantes – dá às organizações jornalísticas não-lucrativas uma sensação otimista de fazer parte de lago novo, e não de uma indústria em apuros. “Sempre defendi a visão de que uma crise das instituições tradicionais não era uma crise na profissão”, diz Weber. “Sob vários aspectos, esse é um momento de várias oportunidades dentro do jornalismo”.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.economist.com/node/18904178">The Economist</a></p>
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<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
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		<title>Na era das redes sociais, novo papel do jornalismo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 00:07:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por que produzir informações relevantes sobre a sociedade tornou-se mais necessário que nunca. Como profissionais e blogueiros podem ser complementares. Entrevista com diretor do Comitê de Proteção dos Jornalistas Às vésperas do Global Media Forum, que se realizou recentemente em Bonn, a Deutsche Welle conversou com Joel Simon, o diretor-executivo do Comitê de Proteção aos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1330&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que produzir informações relevantes sobre a sociedade tornou-se mais necessário que nunca.<br />
Como profissionais e blogueiros podem ser complementares. </p>
<p>Entrevista com diretor do Comitê de Proteção dos Jornalistas</p>
<p>Às vésperas do Global Media Forum, que se realizou recentemente em Bonn, a Deutsche Welle conversou com Joel Simon, o diretor-executivo do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) – organização internacional representada este ano na conferência em Bonn, cujo tema principal é “Direitos humanos e globalização: um desafio para a mídia”.</p>
<p>Qual é a sua definição de jornalista?</p>
<p><a href="http://comunicapress.blogspot.com/2011/06/mais-do-que-nunca-o-mundo-precisa-de.html">Joel Simon</a>: Os jornalistas existem para colher e disseminar informação de relevância para a população. Há jornalistas profissionais que fazem isso, e há pessoas que fazem isso como cidadãos. Isso vai se modificando com o tempo.</p>
<p>As novas tecnologias garantiram que nos dias de hoje existam um número nunca visto de jornalistas cidadãos. Na Alemanha, o jornalismo não é profissão para a qual se precise de um diploma. Qualquer um pode ser um jornalista. Nós [do Comitê de Proteção aos Jornalistas] defendemos os direitos dos jornalistas profissionais, dos freelancers e dos jornalistas cidadãos.</p>
<p>Os blogueiros podem ser considerados automaticamente jornalistas?</p>
<p>Blogueiros podem ser jornalistas. Nós usamos o bom senso para julgá-los [se podem ou não serem considerados jornalistas], se assim o quiserem. Quando estamos diante desta questão, avaliamos o blog desta pessoa. Lemos o blog no idioma original. Analisamos o contexto, como foi escrito, e julgamos a função do blog. Quase sempre chegamos a uma decisão.</p>
<p>Nem todos os blogs fazem jornalismo. Mas existem vários que são absolutamente <a href="http://comunicapress.blogspot.com/2011/06/mais-do-que-nunca-o-mundo-precisa-de.html">jornalísticos</a>, que condizem com o que nós entendemos por jornalismo e cujos autores têm direito de serem defendidos pelo Comitê.</p>
<p>Em 2009, você disse que os blogueiros encontram-se “no topo da revolução online”. Eles formam também a ápice do jornalismo moderno?</p>
<p>Naquela época, os blogueiros eram o centro das atenções porque o blog era o meio mais importante pelo qual a população podia ativamente participar do jornalismo. Hoje já estamos, de novo, um passo adiante. Hoje existe o <a href="http://www.twitter.com/ComunicaPress">Twitter</a>, o Facebook, o Youtube e outros meios. É um processo contínuo.</p>
<p>A revolução online institucionaliza a habilidade da população de se engajar no jornalismo. Ela institucionaliza a capacidade [dos não profissionais] de disseminar conhecimento e escolher para qual público vai escrever o que pensa e vê. Mas estes jornalistas cidadãos não substituem profissionais com formação e experiência em meios de comunicação e investigação.</p>
<p>Nós precisamos de jornalistas profissionais. Eles podem se complementar com os <a href="http://comunicapress.blogspot.com/2011/06/mais-do-que-nunca-o-mundo-precisa-de.html">jornalistas</a> cidadãos. Nós lucramos quando precisamos lidar com novas fontes e métodos de coletar ou disseminar informação.</p>
<p>No seu censo de 2010, você documentou 145 casos de detenção de jornalistas. Deles, 69 eram jornalistas da mídia online, a maioria era blogueiros. Até que ponto a revolução online muda o trabalho do Comitê de Proteção aos Jornalistas, que luta no mundo todo pelo direito dos jornalistas de reportar sem medo?</p>
<p>Observe atentamente os casos. Quase todos os blogueiros detidos estão nas prisões por terem representado uma opinião. Eles escreveram comentários. Em sociedades opressivas, não existem canais oficiais pelos quais se poderiam expressar opinião ou criticar o governo. Portando os afetados [pela repressão] optaram por blogs ou outras mídias sociais. Os governos atingidos perceberam rapidamente que os novos jornalistas cidadãos eram uma ameaça para eles e reagiram.</p>
<p>China e Irã são excelentes exemplos. São os países que mais aprisionam jornalistas no mundo. O fato é que os governos se sentem ameaçados pela crescente habilidade das pessoas de coletar e disseminar informação em sociedades reprimidas. Nos últimos meses, pudemos acompanhar isso no norte da África e no Oriente Médio. Para defender seus interesses, os governos reagiram às ameaças sempre com novas represálias.</p>
<p>Quem melhor pode relatar sobre a violação de direitos humanos: um jornalista cidadão, como blogueiro, ou um jornalista profissional apoiado por um grande <a href="http://comunicapress.blogspot.com/2011/06/mais-do-que-nunca-o-mundo-precisa-de.html">meio</a> de comunicação?</p>
<p>Acredito que um reforça o outro. Os blogueiros alcançam quase sempre um publico mais selecionado. Chegam aos leitores que se interessam pelo tema abordado. Se compararmos, os meios de comunicação tradicionais alcançam a grande massa; são predominantemente destinados ao público em geral.</p>
<p>O trabalho do blogueiro, ou dos outros jornalistas cidadãos nas redes sociais, estimula o trabalho dos profissionais e da mídia. Estes podem publicar a situação para um público ainda maior.</p>
<p>A capacidade dos jornalistas cidadãos de se infiltrar no que está acontecendo, documentar secretamente a situação e depois publicar as informações é uma nova ferramenta de incalculável valor para os meios de comunicação profissionais. O jornalismo feito por cidadãos não profissionais melhora e reforça o jornalismo profissional dos meios tradicionais de <a href="http://comunicapress.blogspot.com/2011/06/mais-do-que-nunca-o-mundo-precisa-de.html">comunicação</a>.</p>
<p><strong>Jornalista é necessário</strong></p>
<p><strong>Joel Simon</strong> encerra a entrevista dizendo:<strong> “Mais do que nunca, este mundo precisa de nós jornalistas”. Ele acrescenta que os jornalistas têm um papel indispensável: “Embora eu também acredite que as forças obscuras como os governos opressores, os bandos criminosos e os grupos radicais farão de tudo para prejudicar o trabalho dos jornalistas”.</strong></p>
<p>–<br />
Joel Simon dirige o Comitê de Proteção aos Jornalistas, fundado em 1981. Sediado em Nova York, a organização luta pela liberdade de imprensa, engajando-se pelos direitos dos jornalistas de fazer suas reportagens sem medo. O diretor também escreve regularmente como especialista em mídia para o New York Times, Washington Post, Columbia Journalism Review e World Policy Journal.</p>
<p>Por <a href="http://www.dw-world.de">Sandra Petersmann</a>, na <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15172959,00.html?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf">Deutsche Welle</a></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
<p>© Copyleft<br />
É permitida a reprodução do conteúdo, desde que citados autor e fonte.</p>
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		<title>Jornalismo, direito humano</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 23:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ComunicaPress</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os barões da imprensa nativa e seus furibundos editoriais contra supostas ameaças a uma suposta liberdade de imprensa que nos desculpem, mas é com uma autoridade conferida por mais de 50 anos de jornalismo exercido em algumas das redações mais importantes do país que o repórter José Hamilton Ribeiro afirma: não, não existe liberdade de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1323&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os barões da imprensa nativa e seus furibundos editoriais contra supostas ameaças a uma suposta liberdade de imprensa que nos desculpem, mas é com uma autoridade conferida por mais de 50 anos de jornalismo exercido em algumas das redações mais importantes do país que o repórter José Hamilton Ribeiro afirma: não, não existe liberdade de imprensa.</p>
<p>Um dos repórteres que fizeram história na mítica Realidade, José Hamilton, cujo nome batiza até uma espécie de antúrio, 17 livros publicados, 5 Prêmios Esso, entre tantas outras premiações, falava dos três modelos de imprensa apontados pelo jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva no livro O adiantado da hora: o soviético, o francês de cooperativa e o norte-americano. O primeiro é característico das ditaduras, em que o jornalismo é uma atividade lateral do governo e os profissionais apenas se preocupam em publicar o material vindo dos palácios. O segundo, inspirado no francês Le Monde, é um modelo algo outsider, em que os jornalistas se organizam em cooperativas, seja para não ter patrões, seja para driblar a censura. Para José Hamilton, essa é uma alternativa que ainda não está solidificada e é de difícil manutenção.</p>
<p>Hamilton Ribeiro no Vietnã, ferido na guerra: jornalismo é caro, bom jornalismo é muito caro, grande reportagem é muitíssimo cara</p>
<p>Já o modelo norte-americano é o que vigora na maior parte das democracias regidas pela economia de mercado, como o Brasil: a imprensa é uma atividade privada que visa ao lucro. “Existe liberdade de imprensa em algum desses modelos? Eu digo: em nenhum”, assevera o repórter. Nesse último caso, a censura pode ser exercida pelos governos – de forma temporária, como numa situação de guerra, ou até com um controle permanente mais rígido –, mas o mais comum é que as próprias empresas tratem de estabelecer o que pode e o que não pode, o que deve e o que não deve ser publicado. “Isso leva em conta o interesse da empresa, as briguinhas que o patrão teve com outras empresas ou instituições, uma lista negra de pessoas que não devem ser citadas etc. Essa censura, surda e paralela, é permanente.”</p>
<p>As observações do velho repórter – na ativa às vésperas de completar 76 anos, rodando o país de norte a sul para produzir reportagens para o programa “Globo Rural”, da Rede Globo – foram feitas na última palestra do ciclo “Histórias que se contam: o jornalismo em grandes reportagens”, promovido entre os dias 7 e 9 de junho pela Jornalismo Junior, empresa ligada à Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Também participaram do evento os jornalistas Ricardo Kotscho, Edvaldo Pereira Lima, Sergio Vilas Boas e Sérgio Dávila.</p>
<p>O gosto da guerra – Bem-humorado e intercalando suas definições sobre a profissão com algumas das muitas histórias que colecionou ao longo da vida, José Hamilton brindou a plateia – formada quase que exclusivamente por estudantes de Jornalismo – inclusive com a “fórmula matemática” que criou para explicar como se produz uma grande reportagem. O enunciado é: GR = [(BC+BF)] x [(TxTn)]. Nele, “GR” é grande reportagem, gênero que não se confunde com a notícia de consumo rápido do dia a dia, e demanda profundidade, pesquisa e vivência.</p>
<p>“BC” é um bom começo, que fisgue o leitor e o convença a continuar lendo aquele texto, que disputa espaço com dezenas ou centenas de outras instigações num jornal ou revista, enquanto “BF” é um bom final, que deixe no leitor a sensação de “quero mais”. O primeiro “T” é de trabalho. “É preciso pôr todo o trabalho que você conseguir na sua disposição física e na sua força para reunir o melhor material possível”, define. Já o segundo é de talento – sem ele, “não há solução” –, elevado à potência necessária para que o trabalho se realize.</p>
<p>Às vezes a grande reportagem permite que seu autor a escreva em primeira pessoa e conte algo que se passou durante a execução do trabalho. O exemplo mais dramático dessa experiência na carreira e na vida de José Hamilton ocorreu na cobertura da Guerra do Vietnã para a Realidade, em 1968: no que estava programado para ser seu último dia no front, o repórter pisou numa mina terrestre ao acompanhar uma patrulha do exército americano numa aldeia ao longo da chamada “Estrada sem Alegria” e perdeu parte da perna esquerda. “Passei os 11 dias mais pavorosos da minha vida no hospital, um sofrimento terrível”, conta. A dor era minorada com morfina, mas ela causava enjoo e náuseas, em ciclos que se repetiam: dor, morfina, enjoo; dor, morfina, enjoo.</p>
<p>A história foi capa da edição de maio daquele ano e o jornalista virou notícia, retratada em fotos do free-lancer japonês Keisaburo Shimamoto, que o acompanhava. Foi Shima, como Hamilton o chamava, que convenceu o repórter a ficar um dia a mais no front porque ainda não tinha fotos “suficientemente dramáticas” para a capa – o acidente com o jornalista brasileiro acabou lhe dando o material que faltava. José Hamilton publicou um relato completo sobre a experiência e seu processo de recuperação no livro O gosto da guerra.</p>
<p>Em 1972, Shima foi convidado por Hamilton para trabalhar na própria Realidade. O fotógrafo japonês aceitou a proposta e disse que viria ao Brasil assim que terminasse um trabalho para uma revista no Vietnã. Não teve tempo: naquela missão, Shima morreu na explosão de um helicóptero atingido pelo Vietcong.</p>
<p>Produto caro – Ao final da palestra, José Hamilton autografou exemplares do livro Realidade re-vista, organizado por ele e por José Carlos Marão, seu companheiro naquela redação. Para o repórter, o fato de Realidade ter se tornado referência na imprensa brasileira e vir motivando a publicação de muitos trabalhos acadêmicos é fruto de circunstâncias históricas específicas: o governo militar já tinha dois anos, mas a censura e a pior face da ditadura ainda não haviam se manifestado, a sociedade estava na expectativa quanto aos desdobramentos do regime “e havia um vácuo de ideias no País”.<br />
Nesse quadro, Realidade conseguiu traduzir para o leitor brasileiro o clima de efervescência política, cultural e social do planeta nos anos 60 e deu uma nova linguagem para a grande reportagem no país. A redação, apesar de jovem, era experiente, e havia forte ligação e afinidade entre seus componentes.<br />
Ao mesmo tempo, a Editora Abril já era bem-sucedida com Quatro Rodas, criada em 1960, e outras revistas de quadrinhos e fotonovelas, mas ainda não possuía nenhuma publicação de jornalismo de interesse geral. Para entrar nesse campo, a editora não economizou recursos no financiamento do trabalho da redação. “Jornalismo é um produto caro. Bom jornalismo é um produto muito caro. E a grande reportagem, que é a coroação do grande jornalismo, é muitíssimo cara”, diz José Hamilton. “Nunca mais vi na imprensa brasileira se repetir esse fenômeno de uma grande empresa canalizar recursos abundantes para uma redação fazer grande reportagem.”</p>
<p>Na contraposição com o cenário atual do jornalismo brasileiro, o repórter não escondeu um certo desencanto: “Somos um país de Terceiro Mundo, onde a maioria da população não é capaz de entender um texto de dez linhas e a educação é um escândalo. A imprensa não poderia ser deslocada dessa realidade e de certa forma reflete isso”.</p>
<p>Mas em um aspecto José Hamilton ressaltou uma evolução sensível: na formação dos jornalistas. “Quando comecei, em 1955, na Folha de S. Paulo, os jornalistas eram recrutados entre o lúmpen, ou seja, boys, porteiros, faxineiros e pessoas que se empregavam a troco de um prato de comida. Eles viam como se trabalhava na redação, acabavam se ‘infiltrando’ e de repente se transformavam em repórteres de polícia, de esporte ou em fotógrafos”, conta. Em 1997, quando Hamilton escreveu um livro sobre os 60 anos de criação do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ainda havia 19 jornalistas analfabetos inscritos na entidade. “Hoje não vai haver nenhum. Recrutar entre o pessoal de universidade, por pior que seja essa universidade, é muito diferente de recrutar entre o lúmpen. O profissional será muito melhor formado do que aquele coitado.”</p>
<p>Formação, vocação, paciência, persistência e sorte, além de disposição para transpirar muito, são características necessárias para o jornalista, defende Hamilton. “A pessoa que vai fazer jornalismo tem que ter consciência de que está entrando numa profissão muito competitiva e de mercado restrito e limitado”, diz.</p>
<p>Para o repórter, ler um texto de alta qualidade é um dos prazeres da vida – “embora não o primeiro nem o segundo, mas é um deles” – e por isso o jornalista deve perseguir essa qualidade, mesmo sem saber se vai alcançá-la.</p>
<p>“A trilha do jornalista é o aspecto humano”, ensina José Hamilton. “Seja o problema que for, é preciso ver como aquilo afeta as pessoas: quem são elas, qual é a sua dor e o seu sonho. A referência é sempre o humano.”</p>
<p>Por Paulo Hebmüller, no Jornal da USP<br />
–</p>
<div id="attachment_1325" class="wp-caption alignleft" style="width: 218px"><a href="http://comunicapress.wordpress.com/2011/07/10/jornalismo-direito-humano/revista/" rel="attachment wp-att-1325"><img src="http://comunicapress.files.wordpress.com/2011/07/revista.jpg?w=208&#038;h=300" alt="Realidade Revista" title="Realidade Revista" width="208" height="300" class="size-full wp-image-1325" /></a><p class="wp-caption-text">Realidade Revista</p></div>
<p>Realidade re-vista, de José Carlos Marão e José Hamilton Ribeiro, Realejo Livros (432 páginas).</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
<p>© Copyleft<br />
É permitida a reprodução do conteúdo, desde que citados autor e fonte.</p>
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		<title>Por que o Brasil não tem indignados ?</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 17:04:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ComunicaPress</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pergunta é do jornalista espanhol Juan Arias em artigo escrito recentemente para o El País. O jornalista é o correspondente do jornal espanhol no Brasil. Eis artigo. O fato de que em apenas seis meses de governo, a presidenta Dilma Rousseff tenha que ter demitido dois de seus principais ministros herdados do governo antecessor [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1311&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pergunta é do jornalista espanhol Juan Arias em artigo escrito recentemente para o El País.<br />
O jornalista é o correspondente do jornal espanhol no Brasil. </p>
<p>Eis artigo.</p>
<p>O fato de que em apenas seis meses de governo, a presidenta Dilma Rousseff tenha que ter demitido dois de seus principais ministros herdados do governo antecessor Lula da Silva (<a href="http://marciofrancisco.blogspot.com/2011/06/palocci-caiu-um-ladrao-menos-no-brasil.html">Antonio Palocci</a> da Casa Civil, uma espécie de primeiro ministro e dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos demitidos sob os escombros da <a href="http://www.pt.org.br">corrupção política</a>, coloca aos sociólogos a pergunta do porque nesse país, onde a impunidade está por detrás da ideia de que “<a href="http://www.pt.org.br">todos são ladrões</a>” e de que “<a href="http://www.pt.org.br">niguém vai para a cadeia</a>” não exista o fenômeno, hoje em voga em todo o mundo, do movimento dos indignados.</p>
<p>Por que os brasileiros não reagem frente à hipocrisia e a falta de ética de muitos governantes? Por que não lhes incomoda que políticos que os representam, no governo, Congresso, nos estados ou nos municípios roubem descaradamente dinheiro público? É a pergunta que fazem muitos analistas e blogueiros políticos.</p>
<p>Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes têm manifestado até agora a mínima reação frente à <a href="http://www.pt.org.br">corrupção</a> dos que lhes governam. Curiosamente, a mais irritada diante do assalto aos cofres públicos por parte dos políticos, parece ser a primeira presidenta mulher, a ex-guerrilheira Dilma Rousseff, que tem demonstrado públicamente seu desgosto pelo “descontrole” em curso em áreas do seu governo. A mandatária já retirou do seu governo – e disse que ainda não acabou a limpeza – dois ministros chaves, com o agravante de que eram herdeiros do seu antecessor, o popular Lula da Silva, que lhe pediu que os mantivésse em seu governo.</p>
<p>Hoje, a imprensa diz que Dilma começou a desfazer-se de certa “herança maldita” de hábitos de corrupção do passado. E as pessoas das ruas porque não fazem eco, ressuscitando aqui também o movimento dos indignados? Porque não se mobilizam em redes sociais? O Brasil, depois da ditatura militar, se encontrou nas ruas com o Movimento das “Diretas Já” para pedir a volta das urnas, símbolo da democracia. Também foi para as ruas para obrigar o ex-presidente Collor a deixar o seu cargo diante das acusações de corrupção que pesavam sobre ele. Mas hoje, o país está mudo diante da corrupção em curso. As únicas causas capazes de levar as pessoas às ruas são os homossexuais, os seguidores das igrejas evangélicas e os que pedem a liberação da maconha.</p>
<p>Será que os jovens não têm motivos para exigir um Brasil não apenas cada dia mais rico (ou menos pobre), mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também menos <a href="http://www.pt.org.br">corrupto</a> em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe mais do que dez vezes o que ganha um professor, ou um deputado cem vezes mais do que ganha o cidadão comum depois de 30 anos de trabalho, e se aposenta com apenas R$ 650,00 enquanto um funcionário público com até 30 mil reais?</p>
<p>O <a href="http://www.psdb.org.br">Brasil</a> será logo a sexta maior potência econômica do mundo, mas no momento segue na rabeira em matéria de desigualdade social e na defesa dos direitos humanos. Um país que não permite o aborto, no qual o desemprego das pessoas de cor chega a 20% contra 6% dos brancos e a polícia é uma das mais violentas do mundo.</p>
<p>Há quem atribua a apatia dos jovens ao fato de uma propaganda exitosa que lhes convenceu de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo. Que a saída da pobreza de 30 milhões de pessoas os fez acreditar que tudo vai bem, sem compreender que um cidadão de classe média europeu equivale ainda a um rico daqui.</p>
<p>Outros atribuem ao fato de que os brasileiros são pessoas pacíficas, pouco dadas a protestos, que gostam de viver felizes com o que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar. Tudo isso é também certo, mas não explica ainda, porque, num mundo globalizado onde se conhece o instante de tudo o que acontece no planeta começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada, os brasileiros não lutem para que o país, para além de ser rico, também seja mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.</p>
<p>Assim é o Brasil que os honestos sonham para os seus filhos, um país onde as pessoas não perdem o gosto de desfrutar do pouco ou muito que tem e que seria ainda melhor se surgisse um movimento de indignados, capaz de limpá-los das escórias de corrupção que golpeam todas as esferas de poder.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
<p>© Copyleft<br />
É permitida a reprodução do conteúdo, desde que citados autor e fonte.</p>
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		<title>Homenagem ao ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 01:23:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Homenagem ao ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso Amanhã, quinta-feira, dia 30, o PSDB Nacional fará homenagem ao seu Presidente de Honra e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, pelo seu aniversário de 80 anos. O evento será realizado de 10h às 13h no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, com transmissão ao vivo pelo site do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1276&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://comunicapress.wordpress.com/2011/06/29/1276/psdb/" rel="attachment wp-att-1277"><img src="http://comunicapress.files.wordpress.com/2011/06/psdb.jpg?w=300&#038;h=73" alt="PSDB" title="PSDB" width="300" height="73" class="size-medium wp-image-1277" /></a><p class="wp-caption-text">PSDB</p></div>
<p>Homenagem ao ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso</p>
<p>Amanhã, quinta-feira, dia 30, o PSDB Nacional fará homenagem ao seu Presidente de Honra e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, pelo seu aniversário de 80 anos.  O evento será realizado de 10h às 13h no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, com transmissão ao vivo pelo site do PSDB. Acompanhe aqui.</p>
<p>Brasília, 29 de junho de 2011</p>
<p><a href="http://www.psdb.org.br"></a>Assessoria de Imprensa</p>
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		<title>Rádio Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 17:08:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para além das divergências futebolísticas, na Argentina ocorre certa profusão da cultura brasileira. O programa La Guagua, transmitido pela Rádio FM Urquiza de Buenos Aires, comandado há 20 anos por Jose Luis Ajzenmesser, reproduz cinco horas da melhor música do país canarinho – sinal de que os hermanos sabem reconhecer o que temos de melhor, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comunicapress.wordpress.com&amp;blog=6993454&amp;post=1261&amp;subd=comunicapress&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1263" class="wp-caption alignleft" style="width: 278px"><a href="http://comunicapress.wordpress.com/2011/06/26/radio-brasil/ajzenmesser/" rel="attachment wp-att-1263"><img src="http://comunicapress.files.wordpress.com/2011/06/ajzenmesser.jpg?w=268&#038;h=300" alt="Jose Luís Ajzenmesser" title="Jose Luís Ajzenmesser" width="268" height="300" class="size-medium wp-image-1263" /></a><p class="wp-caption-text">Jose Luís Ajzenmesser</p></div>
<p>Para além das divergências futebolísticas, na Argentina ocorre certa profusão da cultura brasileira. O programa La Guagua, transmitido pela Rádio FM Urquiza de Buenos Aires, comandado há 20 anos por Jose Luis Ajzenmesser, reproduz cinco horas da melhor música do país canarinho – sinal de que os hermanos sabem reconhecer o que temos de melhor, além do futebol, claro.</p>
<p>Provocações à parte, e Ajzenmesser gosta delas, o encontro realizado pelo Conselho Editorial da Revista E com o radialista revelou diversas boas surpresas – como a vontade de que haja, entre os dois países, um maior conhecimento para que se evite o estreitamento do estereótipo. Ajzenmesser mantém no Brasil diversos amigos em torno da música e alguns desafetos. Ao longo da conversa, afirma: “[quando] Faz-se música brasileira para o mercado norte-americano (&#8230;) talvez seja porque com boa música não dê para comer”. A seguir, trechos.</p>
<p><strong>O gosto médio não tem gosto</strong></p>
<p>Trato de diferenciar o ouvinte do “escutante”. A diferença entre ouvir e escutar é fundamental para mim – e é importante para um veículo como o rádio. Para escutar é preciso ter os cinco sentidos apurados. La Guagua tem cinco horas de duração, às terças e sextas-feiras. É uma utopia achar que se escutem cinco horas sem desvio de atenção. Repito: é importante escutar. Porque se isso ocorre algo vai permanecer. Gosto médio não existe. E recorde sempre – o gosto médio não tem gosto. Há músicas que têm qualidade, que vêm acompanhadas de estudo e sensibilidade.</p>
<p>Os brasileiros não conhecem os argentinos e nós não conhecemos vocês. Muitos argentinos pensam que o Brasil é o samba. Muitos brasileiros acham que a Argentina é tango. Isso para mim está errado. Há 20 anos faço La Guagua. Meu programa de rádio tem como proposta que se conheça a música brasileira. Aquela que não está refletida na mídia, assim como a boa música da argentina.</p>
<p>O programa não é pior nem melhor que nenhum outro. Mas único. Fazer a divulgação daqueles que realmente se dedicaram à música. Seja popular ou erudita. Quando menino, escutava música brasileira: João Gilberto, Elza Soares, Wilson Simonal, Pixinguinha&#8230; Então me proponho a dizer aos ouvintes quem são todos esses. Ao ligar o rádio, escutamos Sivuca? Hermeto Pascoal? Na Argentina, escutamos Astor Piazzolla? Nessa divulgação há um componente muito importante que é meu gosto. Eu divulgo só o que gosto.</p>
<p><strong>Alguns desafetos</strong></p>
<p>O Gilberto Gil cantando tangos é horrível. O Plácido Domingos cantando boleros é uma falta de respeito. Por isso muita gente briga comigo. Eu briguei com Djavan. Depois que foi para os Estados Unidos, ele modificou sua música. A mesma coisa ocorreu com Ivan Lins, um compositor e músico extraordinário, apesar de não gostar -do seu jeito de cantar. Já não é música brasileira. Faz-se música brasileira para o mercado norte-americano. Não sei por que eles mudam. Talvez seja porque com boa música não dê para comer.<br />
Os músicos são obrigados a modificar seu estilo e se submetem a mecanismos perversos. Mas estou aberto ao debate, para dizer se estou equivocado. É isso que busco na rádio: aquele interlocutor que permita abrir o debate sobre as coisas, porque aí está o enriquecimento das relações.</p>
<p><strong>O futuro da rádio</strong></p>
<p>Aquelas rádios com orquestras ao vivo, onde o público ficava no estúdio, se perderam. Impossível voltar a essa história. Mas, ainda sim, a rádio tem duas possibilidades: pode ser um meio de <a href="http://comunicapress.blogspot.com">comunicação</a> ou um meio de divulgação. A segunda opção acontece quando falo e o ouvinte está do outro lado e não responde. A primeira ocorre quando a realidade se produz a partir da <a href="http://comunicapress.blogspot.com">comunicação.</a> Aquele que está do outro lado, ouvindo, tem de ter uma atitude ativa.</p>
<p>De qualquer forma, acho que ainda hoje a televisão e os meios gráficos não superam o rádio. Às vezes sinto-me frustrado, porque brigo mesmo já que não há políticas culturais eficientes. Todos os apoios que tenho são independentes. Pago para fazer o programa. As rádios na Europa ou nos Estados Unidos são bancadas com dinheiro pelos ouvintes. Em segundo lugar pelo governo. E em terceiro lugar pelos patrocínios. Na Argentina, o governo somente patrocina o pior da música. Os norte-americanos e os ingleses inventaram a world music.</p>
<p>Tudo o que não é música anglo-saxônica é world music. Eles nivelaram todos os estilos musicais em um só. A música de Cabo Verde é a mesma da Venezuela. Terrível! Um maior conhecimento e propagação da música, da literatura, da pintura faz com que a gente pense, abra a cabeça. E os governos não querem isso. Para o poder, muito melhor divulgar lixo: aquela música que não tem sustentação, que não tem raiz. E há outra questão: os selos discográficos colocam dinheiro por debaixo da mesa. O nome disso é jabá.</p>
<p><strong>De Piazzolla a Cole Porter</strong></p>
<p>Na música, existe o problema da falta de criadores. O século 20 teve muitos criadores, algo que não existe hoje. A não ser Cole Porter no jazz. Ou Astor Piazzolla no tango. Lembro que em comemoração à morte de Piazzolla fiz um programa de seis horas.</p>
<p>Aqui no Brasil ele é muito respeitado, porque adorava música brasileira. Piazzolla começou com uma orquestra em 1946, já era moderno na época. Ele renovou o tango. Pergunto todos os dias se existe boa música popular sendo feita. Não estou me referindo àquelas músicas do passado somente para defendê-las. Estou preocupado porque não há novas músicas. Lembra do Rod Stewart?</p>
<p>É um artista pop que eu gosto quando faz pop. Mas quando canta jazz está longe do jazz. Muitos jovens ligam para a rádio pedindo para escutar Night and Day do “Rod Stewart”. A música não é dele! É do Cole Porter! Esse é o problema de nossos dias: desconhecimento da realidade e daqueles que realmente fizeram algo pela música. Sempre estou olhando para a frente. Por isso gosto de Piazzolla, porque foi aquele que ajudou a transformar Buenos Aires – a cidade não é a mesma a partir da década de 1940.</p>
<p><strong>Tradição da MPB</strong></p>
<p>Aprendi muito sobre música brasileira olhando cada vez mais para trás. Há muitos anos, eu escutava Carmen Miranda. Até que um dia eu conheci Ruy Castro. Ele escreveu a biografia dela e ajudei a dar uns dados quando ela foi a Buenos Aires na época de Getúlio Vargas. Apresentei Ruy a uma amiga íntima dela que morava na Argentina. A Carmen cantava muito bem, com exceção das coisas que fazia nos EUA. Cantava samba de maneira impressionante.</p>
<p>Vejo todo um movimento ao redor do choro. Em algum momento ele foi esquecido como manifestação da música popular brasileira. O Pixinguinha esteve em Buenos Aires na década de 1930 com oito batutas. Enxerga-se nele uma atualidade, e Pixinguinha não conhecia uma nota de música. João Donato toca quatro notas, no máximo, no piano. E eles são geniais. A música tem um elemento fundamental: o silêncio. O virtuosismo, o excesso de notas, não é tão importante.</p>
<p>A influência do jazz na música popular brasileira é muito grande. Mas acho também que músicos populares do país influenciaram o jazz. Escuto o João Nogueira, aquele samba de Ciro Monteiro, Geraldo Pereira. Puro swing! Eu brigo com os jazzistas, porque eles acham que o swing é algo somente do jazz. Mentira! Paulo Moura foi um músico extraordinário tocando clarinete e sax. Depois da Bossa Nova veio a Tropicália, que eu não conheço muito bem e não gosto. Musicalmente, jamais gostei da Tropicália. E uma coisa que não faço é divulgar o que não gosto. ::</p>
<p><strong>“A música tem um elemento fundamental: o silêncio. O virtuosismo, o excesso de notas, não é tão importante”</strong></p>
<p>Por Jose Luis Ajzenmesser, radialista e comunicador</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" /></a><br />Esta obra est&#225; licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Licen&#231;a Creative Commons</a></p>
<p>© Copyleft<br />
É permitida a reprodução do conteúdo, desde que citados autor e fonte.</p>
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